quarta-feira, 29 de junho de 2011

e no trabalho...

A gente descobre algumas coisas importantes como, por exemplo:

- a gente não acessa e-mail, a gente acede ao e-mail.
- a gente não clica com o mouse em nada. A gente descarrega com o rato.
- a gente não tem tela de computador, a gente tem ecrã.
- a gente não monta um guia dentro do planejamento. A gente monta um guião dentro do planeamento.
- a gente não tem notebook. A gente tem portátil.
- a gente termina e-mail com "meus cumprimentos". E não assina, rubrica.
- a gente não trabalha em equipe. A gente trabalha em equipa. E veste a camisola da empresa.

E a gente ainda é muito feliz, porque vai e volta do trabalho olhando pra lindeza Tejo! :)


domingo, 26 de junho de 2011

As sardinhas e os santos!

Precisei passar por um mês de junho aqui pra realmente sentir o que era ser Lisboeta! Não tem nada mais tuga, mais allfacinha do que ir às festas dos Santos populares!

Pra explicar do começo o que rola por aqui, tudo acontece por conta do Santo António (aqui António mesmo, não Antônio). Todo mundo sabe que dia 13 de junho é dia de Santo António. O que eu não fazia ideia era que ele nasceu em Lisboa, em 1195 e é, além de santo casamenteiro, padroeiro de Pádua, dos pobres, das mulheres grávidas, das pessoas que desejam encontrar objectos perdidos e dos oprimidos. Ou seja, dá pra imaginar o tamanho da festa que acontece pra ele, num país que ainda tem o catolicismo bem forte, né?

E ainda pra ajudar, na semana do dia 13 tem outro feriado, no dia 10: é Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. Ou seja, dá-lhe um belíssimo feriado prolongado!

E então, pra comemorar tudo isso, acontecem as festas dos santos populares, que começam no dia 10 e só terminam dia 13. Barraquinhas como as das nossas quermeces são montadas nas ruas da Alfama, o bairro mais lisboeta que existe. São ruazinhas minúsculas, que não passa carro, com aqueles prédios de mais de duzentos anos bem baixinhos, com as portas da casa já na rua. E lógico, um montão de igrejinhas pelo Bairro. Pra completar o cenário, se penduram bandeirinhas e balões pelas ruas e a cada esquina tem uma churrasqueira assando... Sardinhas! Sim, nada de bacalhau nessa festa, o lance são as sardinhas assadinhas e servidas no pão, inteiras, pra você lambuzar todos os dedos pra conseguir comer com gosto. E que gosto, porque são deliciosas!!

A tentativa de fotografar as sardinhas! :P

Vem gente de todo lado, então é o antro da diversidade. Num lado você vê um pessoal alternativo tocando guitarra espanhola, do outro famílias com criancinhas, do outro uns meninos (como diria o Phill) meio Cristiano-ronaldo-wannabe. E no meio disso tudo, umas bandas bem tradicionais, tocando o Pimba! Bom, o pimba é uma coisa meio sertaneja, meio brega, meio música cancioneira. Mas, eu admito, na quermece lisboeta, bem combina! E aí vai uma das músicas que tocou lá e que grudou na minha cabeça "Cheira bem, cheira a Lisboa": http://www.youtube.com/watch?v=alu9Y5-nZO8!

Além disso, ainda tem nesse meio tempo o desfile das marchas populares, que são as fanfarras com um grupo coreografado super tradicional, transmitido ao vivo pela tv nos moldes do nosso carnaval, com uma duplinha fazendo a apresentação da marcha, contando antes a história da música e que nas proporções devidas, com uma boa centena de pessoas assistindo. Um luxo!

De tudo tão bom, a única coisa que faltou mesmo foi ter uma barraquinha cheia de quitutes de milho. Porque sabe como é né, tem uma coisa chamada saudade de gruda na gente e não sai mais. :)

E ah, nesse feriado aí eu também descobri que Lisboa, às 5h, tem o céu mais azul royal de todos os tempos! Coisa mais linda, linda!
Agora, se deu vontade de ter uma experiência lisboeta de verdade, se programa e vem me visitar em junho de 2012! :P