segunda-feira, 21 de março de 2011

Um típico dia luso

*Este texto usa palavras em Português. Caso você não entenda, é porque você fala Brasileiro! :)

Acordo por volta das 9h. Abro a janela e o sol está começando a dar as caras. Vou preparar o pequeno almoço, que inclui café colombiano, iogurte de aloe vera com banana e crusli e pão de mafra com rapsódia de cerejas pretas.

Vou olhar os e-mails, ler notícias - primeiro as de Portugal, depois as do Brasil. Dou um jeito na casa, abro as janelas pro ar circular, mas fecho as cortinas - viver no rés de chão atrai muitos curiosos. Volto para o portátil e dou bom-dia pra kel e pra robs, as companheiras de todos os dias.

Esquento o almoço, que é o que sobrou de ontem (a vontade de cozinhar só vem de noite). Computador de novo, mas agora é pra estudar. Entre a pesquisa, a leitura, o facebook, algumas risadas com robs e a conversa em doses homeopáticas com a kel. Um oi pelo skype pra tati. Hora de se arrumar pra faculdade.

No banho, sempre penso na saudade do banheiro grande com chuveiro de água forte e no alto. Liga e desliga da água e o desafio de enxaguar bem o cabelo com uma mão só, já que a outra segura o chuveirinho.

Vesti os fatos do dia e a vontade é de pôr um salto alto, mas nunca dá, as calçadas de Lisboa não deixam.

Paragem de autocarro pra ir para a faculdade. No caminho, 3 pastelarias. E, ao mesmo tempo em que vem a vontade de cada doce lindo, vem a lembrança de quantas gemas e quanto açúcar vai em cada um. Ufa, desisto!

No caminho, dou boa-tarde pro Tejo e vejo o começo do pôr-do-sol – que são as únicas coisas que não me fazem ter sono durante os 55 minutos no balanço do autocarro. Dou uma passagem d’olhos no telemóvel, um quarto pras 18h, cheguei pra aula.

4 horas seguidas de muitas teorias, discussões, tese, tese, tese e viagens na minha cabeça. Pausa só pra uma meia de leite ou uma sopa. Volto pra casa de elétrico e é difícil não pensar todas as vezes que eu estou dentro de um veículo de madeira, do começo do século passado. E nessas voltas, sempre vem na cabeça também a vida dos imigrantes por aqui. Sempre tem muitos deles nos bancos ao lado.

Chego em casa por volta das 23h, e o dia ainda nem pensou em terminar. Ainda tenho que matar um pouco da saudade com meio Brasil pelo skype. E cozinhar um pouco, se der vontade. Também conferir a lista do que tenho que fazer amanhã pra faculdade.

2h. Parte da saudade consumida pelas conversas gostosas. Sono. Boa-noite a mais um dia, dos 175 dias que eu estou aqui.

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